Crise da RAM: IA pode encarecer celulares e notebooks em 2026 no Brasil

Crise da memória RAM eleva preços de eletrônicos
Prepare o bolso, pois 2026 pode trazer um aumento significativo nos preços de celulares e notebooks. Uma crise na produção de memória RAM, componente essencial para o funcionamento desses dispositivos, está no centro da elevação dos valores. Executivos do setor confirmam a tendência, apontando a inteligência artificial como principal vilã.
O avanço acelerado da IA tem levado fabricantes de memória a priorizar a produção de chips mais avançados, destinados a data centers de inteligência artificial. Essa mudança de foco tem reduzido drasticamente a oferta de memórias RAM tradicionais, essenciais para uma vasta gama de eletrônicos que utilizamos no dia a dia.
A escassez de memória RAM, também conhecida como Random Access Memory, já reflete em aumentos expressivos. Um exemplo notável é a memória RAM DDR4 de 16 GB, que viu seu preço saltar de R$ 650 para R$ 1.599 em poucas semanas, um aumento de aproximadamente 146%. No Brasil, fatores como câmbio e impostos podem agravar ainda mais essa situação, tornando os reajustes mais agressivos, conforme aponta o g1.
O impacto da Inteligência Artificial na cadeia de produção
A inteligência artificial está reconfigurando o mercado de semicondutores. As grandes empresas do setor, como SK Hynix, Samsung e Micron, estão direcionando seus investimentos e capacidade produtiva para atender à crescente demanda por chips de IA. Paulo Vizaco, diretor da Kingston no Brasil, explica que essas memórias mais avançadas são mais lucrativas, o que leva à redução da produção de modelos mais antigos, como a DDR4.
Essa redução na oferta de memória RAM DDR4, que ainda equipa muitos eletrônicos, tem provocado um efeito cascata de escassez e aumento de preços. Especialistas alertam que os fabricantes podem optar por lançar aparelhos com configurações mais simples, mas mantendo os preços anteriores, impactando diretamente o consumidor final.
Memória RAM: O que é e onde está presente
A memória RAM é um componente crucial para o desempenho de qualquer dispositivo eletrônico. Ela armazena temporariamente os dados que o aparelho está utilizando no momento, permitindo que aplicativos e sistemas operem de forma fluida. Quanto maior a capacidade de RAM, melhor o desempenho do dispositivo em multitarefas.
Embora seja mais conhecida por sua presença em smartphones e computadores, a memória RAM é fundamental em diversos outros equipamentos. Smart TVs, tablets, consoles de videogame, relógios inteligentes, aspiradores robôs, carros e até impressoras dependem desse componente para seu funcionamento adequado.
A previsão para o fim da crise
A duração exata dessa crise na cadeia de suprimentos de memória RAM ainda é incerta. Especialistas estimam que o cenário possa se estender entre 2026 e 2029. A SK Hynix, uma das líderes de mercado, sugere que a escassez pode perdurar até o final de 2027, segundo a agência Reuters. O mercado está em constante observação, acompanhando de perto o desenvolvimento da demanda por IA e a capacidade de produção das empresas.
A crise já afeta não apenas a memória RAM tradicional, mas também modelos de alto desempenho como a High Bandwidth Memory (HBM), usada em data centers de IA. A tendência é que outros tipos de memórias de armazenamento, como HDs e SSDs, também sintam os efeitos, devido à interconexão na cadeia produtiva. Mauricio Helfer, diretor da Dell no Brasil, já alertou que setores como o de tecnologia e o automotivo podem sentir os impactos mais intensamente a partir de 2026.
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