Salário-mínimo de R$ 1.621 entra em vigor nesta quinta

Salário-mínimo de R$ 1.621 passa a valer nesta quinta, com reajuste
O novo salário-mínimo começa a valer nesta quinta-feira, trazendo aumento na renda de milhões de trabalhadores e impacto nas contas públicas e privadas.
O reajuste será sentido no pagamento de salários, aposentadorias e benefícios que usam o piso como referência, e também deve movimentar o consumo em diversos setores.
Os números e a regra do cálculo explicam por que o valor subiu, e o que muda para famílias e empresas, conforme informação divulgada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento.
Valor e confirmação oficial
O novo salário-mínimo, no valor de R$ 1.621, passa a valer a partir desta quinta-feira (1º). O reajuste, de 6,79% ou R$ 103, foi confirmado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento no último dia 10 de dezembro. O salário-mínimo anterior era de R$ 1.518.
Como foi calculado o reajuste
A regra do reajuste do salário-mínimo determina que o valor tenha duas correções: uma pelo INPC de 12 meses acumulado até novembro do ano anterior, ou seja, 4,18%, e outra pelo crescimento da economia de dois anos.
O indicador registrou 0,03% em novembro e acumula 4,18% em 12 meses, números que serviram de base para a correção anual do piso.
No dia 4 de dezembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou os dados do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) de 2024, confirmando expansão em 3,4%.
No entanto, o arcabouço fiscal, mecanismo que controla a evolução dos gastos públicos, determina que o ganho acima da inflação seja limitado a um intervalo de 0,6% a 2,5%.
Pela regra, o salário-mínimo de 2026 seria R$ 1.620,99 e, com o arredondamento previsto em lei, passa para R$ 1.621, reajuste de 6,79%.
Impacto na economia e consumo
Pela estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário-mínimo injetará R$ 81,7 bilhões na economia. O cálculo considera efeitos sobre renda, consumo e arrecadação, mesmo em cenário de restrições fiscais mais rígidas.
O aumento deve elevar o poder de compra de beneficiários do piso, o que pode aquecer demanda por bens e serviços, ao mesmo tempo em que aumenta a pressão sobre gastos públicos indexados ao mínimo.
O que muda para trabalhadores e aposentados
O piso maior significa ganhos imediatos para quem recebe salário mínimo, e também ajusta benefícios vinculados ao valor, como aposentadorias de menor valor.
Empresas de menor porte e entes públicos que financiam benefícios precisarão recalcular folha e despesas, e a medida pode gerar efeitos variados entre setores e regiões.
Em caso de dúvidas sobre datas de pagamento e cálculos, o cidadão deve verificar informações com empregador, banco ou o órgão responsável pelo benefício.
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