Fazer pãozinho: por que gatos amassam as patinhas em você

Se o seu gato já massageou seu colo com as patinhas de forma rítmica, você testemunhou um gesto carregado de sentido, tanto emocional quanto instintivo.
O movimento conhecido como fazer pãozinho tem raízes na infância do animal, e também cumpre funções práticas de comunicação e marcação.
Nas linhas a seguir, explicamos por que esse comportamento persiste na vida adulta e como lidar quando as unhas incomodam, conforme informação divulgada pela Humane Society of the United States.
Instinto de infância e amamentação
De acordo com um estudo detalhado realizado pela Humane Society of the United States, esse movimento rítmico é um comportamento remanescente da fase de amamentação dos felinos, servindo originalmente para estimular a descida do leite na mãe.
Na fase neonatal, os filhotes amassam o abdômen da mãe para garantir a nutrição necessária, e esse padrão motor, confortável e repetitivo, tende a ficar registrado no repertório comportamental.
Além disso, na natureza, felinos amassam vegetação para preparar um local macio e protegido, então o gesto também tem ligação com a busca por conforto e segurança.
Conforto, confiança e marcação
Quando um gato escolhe o seu colo para fazer pãozinho, ele demonstra que se sente seguro e relaxado na sua presença, muitas vezes acompanhado de ronronar e olhos semicerrados.
Existe também um componente químico envolvido, pois os gatos possuem glândulas odoríferas nas almofadinhas das patas, chamadas de coxins, que liberam feromônios ao pressionar e movimentar as patas.
Movimentos repetitivos e uso de superfícies macias potencializam a fixação desse odor, o que significa que o animal está, ao mesmo tempo, procurando conforto e marcando você como parte do seu território seguro.
E quando as unhas incomodam?
Muitos tutores ficam em dúvida se devem interromper o gesto quando as garras arranham. Especialistas recomendam manter as unhas aparadas, ou colocar uma manta entre você e o gato, em vez de impedir o comportamento.
Interromper o ato pode ser entendido pelo animal como rejeição ao afeto, por isso é melhor adaptar o ambiente para que o gesto siga sendo uma expressão de confiança, sem desconforto para ninguém.
Entender o fazer pãozinho como um legado da amamentação, aliado a funções de conforto e marcação, ajuda a fortalecer o vínculo entre tutor e pet, e a responder com carinho e segurança quando as patinhas começam a amassar.
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