Conselho de Segurança da ONU convoca reunião para tratar da ação militar dos Estados Unidos na Venezuela após captura de Nicolás Maduro e repercussão internacional

Conselho de Segurança da ONU vai se reunir na segunda-feira para avaliar a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, tema que provocou denúncias e reações diplomáticas
Uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas foi convocada para a próxima segunda-feira, 5, para tratar da ação militar dos Estados Unidos na Venezuela.
O pedido foi realizado pela Colômbia, com o apoio da Rússia e da China, e ocorre após os Estados Unidos terem capturado o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
No documento enviado ao órgão, autoridades venezuelanas qualificaram a ofensiva como ataque à soberania do país, conforme informação divulgada pela Reuters
Pedido de reunião e apoio internacional
O encontro foi solicitado por Bogotá, com apoio declarado de Moscou e Pequim, e deve reunir os 15 membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas para debater a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela.
Diplomatas consultados pela Reuters informaram que a pauta inclui ameaças à integridade territorial e à ordem internacional, pontos centrais nas discussões entre países-membros.
Acusações do governo venezuelano
Em carta enviada ao Conselho neste sábado, 3, o embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, afirmou que a ofensiva representa "uma guerra colonial" destinada a destruir o sistema republicano do país, escolhido pela população, e a impor um governo fantoche que permita a exploração de recursos naturais, incluindo as maiores reservas de petróleo do mundo.
Moncada acusou os Estados Unidos de violarem a Carta das Nações Unidas, que determina que os países-membros devem se abster de ameaçar ou usar a força contra a integridade territorial ou a independência política de outros Estados.
Posição da ONU e reações
Mais cedo, o porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, classificou a ação militar americana como "um precedente perigoso".
Essa avaliação reforça a preocupação do organismo com impactos sobre a estabilidade regional e sobre normas internacionais que proíbem o uso da força sem autorização do Conselho ou em legítima defesa.
O que esperar da reunião
Na sessão da segunda-feira, prevista para avaliar a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, espera-se debate intenso entre membros que defendem sanções diplomáticas e aqueles que pedem medidas mais firmes contra a iniciativa americana.
O resultado deve indicar o nível de condenação ou contenção adotado pela comunidade internacional diante da crise, e pode influenciar desdobramentos políticos e humanitários na região.
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