Escritórios do X são alvos de busca na França por pornografia infantil e deepfakes

X na mira da justiça francesa: busca em escritórios e convocação de Elon Musk
O X, antiga rede social Twitter, está sob investigação na França, com seus escritórios sendo alvos de buscas nesta terça-feira (3). A ação faz parte de um inquérito preliminar que apura supostos crimes graves, incluindo a disseminação de pornografia infantil e deepfakes.
Procuradores franceses anunciaram que o magnata Elon Musk e a ex-CEO Linda Yaccarino foram intimados para prestar esclarecimentos. A investigação busca entender o papel da plataforma na veiculação de conteúdos ilícitos e manipulação de dados.
A iniciativa judicial francesa foi comunicada pelo Ministério Público de Paris, que também confirmou a saída da plataforma X, incentivando seguidores a acompanhá-los em outras redes. Acompanhe os detalhes desta investigação que abala a gigante das redes sociais.
Investigação abrange crimes cibernéticos e manipulação
A investigação, aberta em janeiro do ano passado pela unidade de combate a crimes cibernéticos do Ministério Público francês, apura uma série de infrações. Entre elas, destacam-se a **suposta cumplicidade na manutenção e disseminação de imagens pornográficas de menores**, e a divulgação de deepfakes sexualmente explícitos.
Além disso, o inquérito investiga a negação de crimes contra a humanidade e a manipulação de um sistema automatizado de processamento de dados no âmbito de um grupo organizado. A complexidade dos crimes em apuração demonstra a seriedade da situação para a plataforma X.
Elon Musk e Linda Yaccarino intimados para depoimentos voluntários
Conforme divulgado pelo Ministério Público de Paris, foram enviadas intimações para depoimentos voluntários ao Sr. Elon Musk e à Sra. Linda Yaccarino. As convocações, agendadas para 20 de abril de 2026, em Paris, visam esclarecer suas responsabilidades como gestores da plataforma X à época dos fatos.
Linda Yaccarino, que ocupou o cargo de CEO do X de 2023 a 2025, também foi chamada. Funcionários da plataforma foram intimados para depor como testemunhas na mesma semana de abril, indicando uma ampla cooperação solicitada às operações do X na França.
Origem da investigação e envolvimento do chatbot Grok
A investigação teve início após denúncias de um parlamentar francês, que levantou preocupações sobre algoritmos enviesados no X e a potencial distorção de sistemas automatizados de processamento de dados. A alegação inicial focava na forma como a plataforma opera e entrega conteúdo.
Posteriormente, o inquérito foi ampliado para incluir novas denúncias envolvendo o chatbot de inteligência artificial do X, o Grok. Segundo o comunicado, o Grok teria supostamente negado o Holocausto e disseminado deepfakes de cunho sexual, adicionando uma nova dimensão à investigação sobre a responsabilidade do X em conteúdos gerados por IA.
X se manifesta e busca por esclarecimentos
Um porta-voz do X não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre as buscas e intimações. A postura da empresa diante das acusações e da ação judicial ainda está sendo definida, enquanto a justiça francesa avança em sua apuração.
A ação na França reflete uma preocupação global crescente com o conteúdo compartilhado em plataformas digitais e a responsabilidade das empresas em coibir a disseminação de material ilegal e prejudicial. A investigação sobre o X promete trazer mais luz sobre esses desafios.
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