Dispositivo para monitorar o pum em tempo real, você usaria?

Pesquisadores da Universidade de Maryland desenvolveram um dispositivo compacto para ser fixado em qualquer cueca ou calcinha, com o objetivo de **monitorar o pum** e estudar o microbioma intestinal na fonte da emissão de gases.
O módulo tem apenas 26 x 29 x 9 mm, combina sensores eletroquímicos, gestão de energia e inteligência artificial, e foi descrito na revista Biosensors and Bioelectronics: X como capaz de operar por até uma semana.
A proposta é entender em tempo real como os micróbios reagem aos alimentos, usando o hidrogênio do pum como sinal, porque no gás intestinal os níveis são muito mais concentrados do que no hálito.
conforme informação divulgada pela Universidade de Maryland e pelo The Wall Street Journal.
Como o dispositivo funciona
O conjunto é um pequeno módulo que se fixa na parte externa das roupas íntimas por encaixe magnético ou de pressão, e emprega sensores eletroquímicos de baixo consumo para captar eventos gasosos.
O sistema entra em modo de sono profundo e só ativa o registro quando detecta um pico de gás, e usa sensores de temperatura e acelerômetros para validar que o aparelho está sendo usado corretamente.
Antes da entrega ao usuário, cada sensor é calibrado em um simulador de laboratório, descrito pela equipe como uma “bunda artificial” ligada a tanques de gás, para garantir precisão na medição.
O que os testes revelaram
Um dos achados é que o hidrogênio no pum atinge concentrações muito altas, em torno de 83.000 e 630.000 ppm, o que torna a detecção mais sensível do que exames baseados no hálito.
O estudo relata que o pum pode conter até 20% de hidrogênio, o que o torna inflamável, e que o sensor detectou mudanças na fermentação de fibras com 94,7% de sensibilidade.
Os dados também derrubam mitos sobre frequência, ao registrar uma média de 32 episódios diários, embora tenha encontrado variabilidade extrema, de 4 eventos diários até casos com 175.
Brantley Hall, pesquisador principal e co-fundador da startup Ventoscity, afirmou, “É 2026 e não sabemos quantas vezes o americano médio solta puns por dia”, comentário reproduzido pelo The Wall Street Journal.
Limites, segurança e aplicações práticas
Além de questões de privacidade e aceitação social, a equipe destaca cuidados de segurança por causa do teor de hidrogênio, e a necessidade de bases de dados maiores para traçar padrões individuais.
O objetivo declarado é ajudar os cerca de 40% de adultos que têm problemas digestivos a identificar quais alimentos causam desconforto, transformando uma questão tabuada em ciência de precisão.
Se a ideia de **monitorar o pum** parece inusitada, os pesquisadores dizem que a tecnologia pode abrir caminhos para ajustes dietéticos personalizados e diagnósticos menos invasivos do trato intestinal.
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