China pede fim das tarifas unilaterais dos EUA após decisão da Corte
A China pediu nesta segunda-feira que os Estados Unidos cancelem as **tarifas unilaterais dos EUA** que foram anunciadas pelo presidente Donald Trump, depois que a Suprema Corte dos EUA derrubou grande parte das medidas.
A decisão da Corte considerou que Trump não tinha autoridade para impor sobretaxas com base em uma lei de 1977, usada por ele para aplicar tarifas repentinas a países específicos, e o veredicto provocou impacto no comércio global.
Ao mesmo tempo, o governo dos EUA anunciou uma nova tarifa global, e Pequim disse que está acompanhando de perto as medidas, enquanto avalia os efeitos para sua economia e exportações.
conforme informação divulgada pela AFP.
Decisão da Suprema Corte e o que ela muda
A Suprema Corte invalidou a principal base legal usada pelo presidente para impor tarifas, em um revés político relevante. A sentença retirou parte da autoridade que permitia aplicar sobretaxas direcionadas a países, o que alterou o cenário das **tarifas unilaterais dos EUA**.
Especialistas dizem que a medida tende a reduzir ações tarifárias automáticas, mas não impede que a administração norte-americana busque outras justificativas legais para manter barreiras comerciais.
Trump anuncia nova tarifa global, e China reage
No mesmo dia da decisão, o presidente Donald Trump anunciou inicialmente uma tarifa global de 10% sobre importações, e depois elevou a alíquota para 15% em postagem na sua rede social Truth Social.
Na postagem, Trump escreveu, "efeito imediato vai elevar a tarifa mundial de 10% sobre países, muitos dos quais vêm explorando os EUA há décadas sem retaliação (até a minha chegada!), para o nível totalmente permitido e legalmente testado de 15%".
As novas **tarifas globais de 15% devem entrar em vigor na terça-feira e devem permanecer válidas por 150 dias, com isenções para alguns produtos**, segundo a AFP.
Reação oficial da China e próximos passos
O Ministério do Comércio da China afirmou que está conduzindo uma avaliação abrangente sobre o impacto da decisão e instou Washington a suspender as tarifas. O Ministério das Relações Exteriores disse estar acompanhando "de perto" possíveis iniciativas dos EUA para manter o aumento das tarifas.
O texto oficial do governo chinês afirma, "Os Estados Unidos estão atualmente planejando medidas alternativas, como investigações comerciais, para sustentar tarifas mais altas sobre parceiros comerciais. A China continuará atenta e defenderá resolutamente seus interesses".
Pequim ainda deixou claro que vai tomar medidas para proteger seus interesses comerciais caso as **tarifas unilaterais dos EUA** permaneçam ou sejam substituídas por outras barreiras.
O efeito sobre acordos e comércio global
Autoridades e analistas observam que, apesar da decisão judicial, os acordos comerciais existentes devem continuar em vigor. O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, declarou à imprensa norte-americana que os acordos do país com a China, a União Europeia e outros parceiros continuarão em vigor, apesar da decisão judicial.
Países e empresas afirmam que acompanharão tanto a decisão da Suprema Corte quanto os anúncios subsequentes, para avaliar riscos e ajustar cadeias de suprimentos, diante da incerteza em torno das **tarifas unilaterais dos EUA**.
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