AB InBev latinhas: reacompra por US$ 3 bilhões nos EUA

A maior cervejaria do mundo anunciou a readquisição de sua participação nas fábricas de embalagens metálicas nos Estados Unidos, em um movimento avaliado em cerca de US$ 3 bilhões. A operação devolve à companhia o controle total de unidades que atendem às suas principais marcas.
O acordo envolve a retomada da fatia de 49,9% que havia sido vendida em 2020 a um grupo de investidores liderado pela gestora de private equity Apollo Global Management, mas que mantinha contrato de fornecimento de longo prazo.
Com o preço do alumínio em alta, a empresa justifica a transferência como estratégica para garantir qualidade, eficiência e segurança de fornecimento, conforme informação divulgada pela AB InBev.
Detalhes do negócio
A transação abrange sete fábricas em seis estados americanos, instalações que, na visão da companhia, são essenciais para suas embalagens. Em 2020, a AB InBev vendeu a participação para levantar recursos com o objetivo de equacionar suas dívidas, e o acordo original previa uma opção de recompra.
O contrato de 2020 incluía um fornecimento de longo prazo e "uma opção de recompra no prazo de cinco anos, com um valor predeterminado". Agora, a companhia acionou essa opção para reassumir o controle, pagando cerca de US$ 3 bilhões.
Razões estratégicas
Segundo a própria empresa, "Nossas fábricas de embalagens metálicas nos Estados Unidos são um componente estratégico de nossos negócios, garantindo qualidade, eficiência de custos, velocidade de inovação e segurança de fornecimento para nossas marcas". A frase ressalta a importância operacional e de custo dessas unidades.
Impacto para a AB InBev e para o mercado
Esse é o primeiro acordo inorgânico de maior porte anunciado pela AB InBev, dona de marcas como Budweiser, Stella Artois e Corona, desde que elegeu a redução das dívidas como uma de suas prioridades. A recompra pode reduzir riscos de abastecimento e permitir investimentos mais diretos em inovação nas embalagens.
Para o mercado de bebidas, a volta das latinhas sob controle direto da companhia tende a dar mais previsibilidade ao fornecimento, e, diante da alta do preço do alumínio, pode ser uma forma de mitigar custos ao longo do tempo, com ganhos em escala e eficiência.

