Atentado terrorista em Sydney, Bondi: pai e filho responsáveis por ataque antissemitista durante Hanukkah, 15 mortos, 40 feridos, detalhes e prisões

Um tiroteio na Praia de Bondi, em Sydney, deixou ao menos 15 mortos e cerca de 40 pessoas feridas no fim da tarde de domingo, durante celebrações de Hanukkah.
Imagens divulgadas mostram pânico na praia, com dois agressores vestidos de preto abrindo fogo contra frequentadores e organizadores do evento religioso.
As informações iniciais apontam que o ataque é tratado como um atentado terrorista motivado por antissemitismo, conforme informação divulgada pelo Sydney Morning Herald.
O que aconteceu em Bondi
O crime ocorreu por volta das 18h30, horário local, 4h30 no Brasil, no primeiro dia da festa judaica de Hanukkah, quando moradores e visitantes se reuniam na praia e em um parque próximo.
Vídeos postados nas redes sociais mostram dois homens atirando contra as pessoas, e várias vítimas caídas sendo atendidas por paramédicos, enquanto banhistas fugiam em desespero.
Autoridades encontraram dispositivos explosivos improvisados em um automóvel estacionado próximo ao local, que foram removidos pela brigada anti bombas, segundo o comissário da polícia de Nova Gales do Sul, Mal Lanyon.
Identificação e situação dos suspeitos
A polícia informou que os autores do ataque são pai e filho. O pai, de 50 anos, possuía licença para armas e morreu em confronto com as forças de segurança.
O filho, de 24 anos, foi detido com ferimentos graves, mas estava em condição estável, de acordo com declarações oficiais divulgadas até o momento.
Além dos dois, a polícia prendeu um homem e uma mulher em Bonnyrigg, subúrbio de Sydney, que teriam ligação com o atentado, conforme as autoridades locais.
Vítimas e respostas oficiais
A primeira vítima identificada foi o rabino Eli Schlanger, organizador das festividades de Hanukkah na Praia de Bondi, que atuava como rabino assistente na Chabad de Bondi há 18 anos, segundo o Sydney Morning Herald.
As vítimas têm idades entre 10 e 87 anos. A mais jovem, uma menina, morreu no hospital. O Itamaraty informou que, até o momento, não há relatos de brasileiros atingidos.
O primeiro-ministro Anthony Albanese classificou o episódio como "um ato de perverso antissemitismo, terrorismo, que atingiu o coração de nosso país", e afirmou que se trata de um ataque direto à comunidade judaica em um dia de celebração, segundo reportagem do Sydney Morning Herald.
Reações internacionais e histórias de coragem
O presidente de Israel, Isaac Herzog, condenou o atentado e pediu ao governo australiano ações contra o antissemitismo, dizendo que irmãos e irmãs em Sydney foram atacados em um ato sangrento enquanto acendiam a primeira vela de Hanukkah.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, publicou em sua conta que os Estados Unidos "condenam veementemente o ataque terrorista na Austrália dirigido contra uma celebração judaica" e que o antissemitismo "não tem lugar neste mundo".
Em um vídeo que circulou nas redes, um homem identificado como Ahmed el Ahmed aparece lutando com um dos atiradores e arrancando o rifle, ação pela qual foi tratado como herói, segundo o Sydney Morning Herald. Ahmed foi ferido no braço e na mão e foi hospitalizado.
As investigações seguem em curso, com análises forenses do veículo apreendido, depoimentos de testemunhas e cooperação das forças federais e estaduais para esclarecer motivação e eventuais cúmplices.
Veja Também:
Drones da PRF multam nas rodovias no fim do ano, veja onde operam, quais infrações são flagradas, valores das multas e como funciona a fiscalização aérea
USB-C não é tudo igual: como escolher o cabo certo para carregar rápido, transferir dados em alta velocidade, usar Thunderbolt e proteger seu celular
IA no SUS, NoHarm e a farmacêutica que levou o Brasil ao mapa global da inteligência artificial em saúde, detectando erros em prescrições e chegando à Time 100
Revisão de carro antes das férias de fim de ano, o checklist completo para trocar óleo, checar correia dentada, freios, pneus, iluminação e evitar multas e panes
Doença mudou vida de empresário, ele passou a morar nos Alpes
