Bloqueio de ativos de Nicolás Maduro na Suíça soma 687 milhões de francos, cerca de US$ 887 milhões, 239 milhões foram congelados após prisão

A Suíça determinou o bloqueio de ativos ligados ao entorno de Nicolás Maduro avaliados em 687 milhões de francos suíços, o que equivale a cerca de US$ 887 milhões. A medida reúne valores que já estavam sob investigação e novos montantes incluídos após eventos recentes envolvendo o chavista.
Do total, cerca de dois terços dos recursos já estavam retidos anteriormente no âmbito de processos penais conduzidos na Suíça, e 239 milhões de francos suíços foram acrescentados ao bloqueio depois da prisão de Maduro nos Estados Unidos.
As autoridades suíças classificaram o congelamento inicial como uma medida de precaução diante da “situação volátil” gerada após a detenção do líder venezuelano, previstas em procedimentos que visam apurar a origem dos recursos.
conforme informação divulgada pela agência ATS, com base em dados do Ministério das Relações Exteriores da Suíça, e com informações da EFE.
Quanto foi bloqueado e como foi acrescido após a prisão
Segundo os dados divulgados, o total bloqueado é de 687 milhões de francos suíços, cerca de US$ 887 milhões. Dois terços desse montante já estavam retidos em processos penais na Suíça, e após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, foram incorporados 239 milhões de francos suíços ao montante congelado.
Em 5 de janeiro, as autoridades suíças decidiram congelar especificamente os ativos de Maduro e de pessoas ligadas a ele que estavam no país. A agência ATS informou que os recursos bloqueados antes dessa decisão também estavam vinculados ao círculo do líder chavista.
Base legal e intenção sobre o destino dos recursos
A legislação federal suíça autoriza o bloqueio de bens pertencentes a estrangeiros considerados politicamente expostos quando há indícios de que os recursos tenham origem em corrupção, administração criminosa ou outros crimes graves. As autoridades disseram que, se ficar comprovado que os ativos foram obtidos de maneira ilícita, a intenção é destiná-los em benefício da população venezuelana, segundo declaração do Ministério das Relações Exteriores em janeiro.
A Suíça também afirmou que nenhum integrante do atual governo da Venezuela está incluído entre os afetados pelo congelamento.
Como foi a prisão de Nicolás Maduro e quais são as acusações
Nicolás Maduro e sua esposa Ciria Flores foram presos em 3 de janeiro, durante uma operação das Forças Armadas dos Estados Unidos em Caracas, por ordem do presidente americano Donald Trump. O casal foi levado sob custódia a um centro de detenção no Brooklyn, em Nova York, e Maduro foi posteriormente apresentado a um tribunal em Manhattan, onde se declarou inocente.
O Departamento de Justiça dos EUA acusa Maduro de quatro crimes em um tribunal federal de Nova York, entre eles, narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e posse de armamentos de uso restrito. O juiz determinou que ele compareça para nova audiência em 26 de março.
Maduro nega as acusações e afirmou que se trata de uma manobra imperialista, alegando interesses estrangeiros nos recursos petrolíferos da Venezuela.
Repercussão internacional e contexto político
A operação militar americana em Caracas foi alvo de debate no Conselho de Segurança da ONU. Rússia, China e aliados do governo venezuelano condenaram a ação, e o secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou preocupação com a legalidade do ataque e seus impactos na estabilidade regional.
Enquanto isso, Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina da Venezuela e mantém comunicação constante com a Casa Branca sobre os passos do governo de Caracas, no contexto da crise e das investigações em curso.
O bloqueio dos ativos na Suíça complementa medidas judiciais e diplomáticas internacionais que seguem avaliando provas e definindo possíveis destinos para recursos considerados ilícitos.
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