Como a Okê cresceu 328% em um ano resolvendo as burocracias do RH, faturou R$ 106 milhões e mira R$ 50 milhões em 2026 com terceirização e tecnologia

Okê digitaliza e reduz as burocracias do RH com terceirização, trabalho temporário, ERP e atendimento automatizado, crescimento acelerado e meta de expansão para 2026
A Okê aposta em processos digitais para resolver as principais burocracias do RH, com foco em terceirização de mão de obra, trabalho temporário, tecnologia e treinamento corporativo.
A empresa, que começou como consultoria e hoje atende grandes clientes em todo o país, diz concentrar operações em estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Pará.
O modelo de negócios e os números recentes ganharam destaque no mercado, conforme informação divulgada pela Okê.
Origem e trajetória
A empresa foi criada em 2008 por Carlos Eduardo Correia dos Santos, de 44 anos, formado em administração de empresas, natural de Porto Alegre e morando atualmente em São Paulo, que já empreendia desde a época da faculdade.
Em 2012, o empresário passou a contar com o sócio Alexandre Forcin, hoje diretor operacional, e a consultoria empresarial foi ampliada para atuar também no setor de recursos humanos.
Serviços, tecnologia e prática de recrutamento
Atualmente, a terceirização de mão de obra é o principal serviço da empresa, onde a Okê fornece profissionais e assume a gestão dos processos operacionais, reduzindo as burocracias do RH para o cliente.
Outro serviço é a oferta de profissionais temporários, com todas as etapas de recrutamento, contratação e gestão dos profissionais alocados nos clientes feitas de forma automatizada e online.
A Okê também disponibiliza tecnologias como ERP, call canter e robôs de atendimento, e no recrutamento adota briefing conjunto, minicurrículos e apresenta poucos candidatos já alinhados ao perfil buscado, com a ideia de ganhar tempo e eficiência para o cliente.
"A ideia é ganhar tempo e eficiência para o cliente", diz a empresa sobre a metodologia de seleção.
Resultados e números
O ganho operacional e a oferta integrada resultaram em forte avanço financeiro, a companhia faturou R$ 106 milhões em 2024, alta de 328% em relação aos 12 meses anteriores.
Em 2025, a Okê espera fechar com um crescimento de cerca de 54%, e ampliou a base de profissionais alocados de 1.300 para cerca de 2.300 pessoas.
No mesmo período, passou a fechar, em média, 300 vagas por mês e chegou a 35 clientes ativos, a maioria de grande porte, especialmente dos setores financeiro e varejista.
"Enquanto muitas empresas suspendem admissões em períodos de fechamento fiscal, a Okê mantém contratações ao longo de todo o mês", explica Santos.
Perspectivas e desafios para 2026
Para 2026, a empresa mira novos objetivos financeiros e operacionais, incluindo investimentos em tecnologia e no uso de inteligência artificial nos processos, e deve reforçar a cultura organizacional para sustentar o crescimento.
Internamente, a Okê avalia o cenário com cautela por fatores como o calendário eleitoral, a Copa do Mundo, o volume de feriados e a insegurança jurídica, mas busca manter o ritmo sem abdicar da agilidade operacional.
A estratégia da Okê exemplifica como combinar terceirização, tecnologia e processos digitais pode reduzir as burocracias do RH e acelerar resultados, com números que chamam atenção do mercado e metas para expansão nos próximos anos.
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