Como a THESAINT se tornou referência do streetwear entre boleiros e artistas, do X minimalista ao faturamento de oito dígitos, com parceria com a NBA e lojas em 2025

A trajetória da THESAINT começa com um xis branco sobre um quadrado preto, cresce com jogadores e artistas, e chega a 2025 com presença física, parcerias e faturamento de destaque
A história da marca é, ao mesmo tempo, simples e improvável, porque nasceu da necessidade e da rede de contatos de um ex-jogador.
Em 2014, Kleber Fortes e o irmão Henrique produziram camisetas no quarto da casa da família, e uma peça com um grande X chamou atenção de atletas e influenciadores.
Os primeiros passos, a adoção por boleiros e a virada de ritmo que mudou o destino da marca são relatos dessa apuração, conforme informação divulgada pela reportagem recebida.
Origem e o X que virou símbolo
A trajetória começou no quarto de Kleber e Henrique, na periferia de São Bernardo do Campo. Com R$ 800 emprestados pela mãe cabeleireira e pelo pai funcionário público, a marca nasceu de forma caseira e minimalista.
A primeira peça foi a Big X, um xis branco sobre um quadrado preto, criada em meio ao acúmulo de contas e à urgência de dar um novo rumo, depois que Kleber, com 25 anos, havia abandonado os campos.
Graças aos contatos do ex-jogador, a t-shirt conquistou boleiros, ganhou projeção e virou a THESAINT, referência no streetwear nacional.
O impulso dos jogadores e a encomenda que mudou o jogo
O salto aconteceu quando atletas apareceram usando a peça, e o burburinho se espalhou entre futebolistas, artistas e influenciadores, elevando o perfil da marca.
As operações, no início, eram improvisadas, sem CNPJ, sem e-commerce estruturado e sem estoque. Mas uma encomenda no final de 2014, com um pedido de Neymar, à época no Barcelona, deflagrou uma mudança de ritmo, segundo as informações recebidas.
O uso da camiseta por nomes do esporte ajudou a transformar a THESAINT em referência, movendo a produção de um quarto para canais comerciais mais estruturados.
Expansão, números e posição no mercado em 2025
O crescimento recente é palpável, a grife fecha 2025 com quatro lojas físicas, presença em cerca de 200 multimarcas, uma parceria com a NBA, o lançamento da primeira coleção feminina e faturamento de oito dígitos, alta de 200% em relação a 2024, conforme os dados apurados.
Esses números refletem tanto a capacidade de transformar uma peça icônica, o X, em identidade de marca, quanto a estratégia de capitalizar o interesse de atletas e artistas para ganhar espaço no varejo e em colaborações.
Modelo, reputação e o presente da marca
A história mostra que a credibilidade veio da combinação entre autenticidade e conexões no futebol, a partir dos contatos de Kleber. O design direto, e a identificação com o público, reforçaram a adoção por jogadores e formadores de opinião.
Hoje, a THESAINT equilibra raiz periférica e presença corporativa, com lojas próprias, parcerias importantes e coleções que ampliam o alcance, incluindo a primeira linha feminina.
O caso da marca ilustra como um símbolo simples, o X, e uma estratégia de visibilidade junto a atletas e artistas, podem converter improviso em negócio sólido e reconhecido no mercado de streetwear.
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