Grok: X anuncia medidas contra imagens falsas após polêmica com menores

Grok implementa bloqueios contra edição de imagens e gera controvérsia
A plataforma X, de Elon Musk, anunciou nesta quarta-feira (14) a implementação de medidas para impedir que seu chatbot de inteligência artificial, Grok, edite imagens com conteúdo sexual de pessoas reais. A decisão surge após críticas globais e investigações relacionadas à geração de material sexualizado envolvendo mulheres e crianças.
Nos últimos dias, o Grok tem sido alvo de polêmicas. A inteligência artificial produziu, a pedido de usuários, imagens falsas sexualizadas com mulheres e menores de idade. A situação gerou grande repercussão e preocupação.
Apesar das medidas anunciadas, a controvérsia gerou reações em diversos países. A Índia exigiu mais proteções no X contra esses casos, enquanto Indonésia e Malásia proibiram o uso do chatbot. No Brasil, o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) solicitou ao governo federal a suspensão do Grok no país.
Musk se pronuncia e alega ataques a plataforma
Mais cedo nesta quarta-feira (14), o bilionário Elon Musk se pronunciou sobre a polêmica, afirmando não ter conhecimento de imagens desse tipo produzidas pela plataforma. Musk defendeu o Grok, dizendo que a IA **não gera imagens de forma espontânea**, apenas mediante solicitações dos usuários.
Ele acrescentou que o princípio operacional do Grok é obedecer às leis de qualquer país ou estado, e que a plataforma se recusa a produzir qualquer conteúdo ilegal. Musk também sugeriu que o Grok pode ter sido alvo de **ataques de usuários** para produzir conteúdos fora do padrão.
"Pode haver ocasiões em que hackings ao prompt do Grok façam algo inesperado. Se isso acontecer, corrigimos a falha imediatamente", declarou Musk. O comentário ocorreu após o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, informar que o X estava agindo para garantir a conformidade com a lei do Reino Unido, onde a plataforma foi alvo de investigação.
Falhas nos mecanismos de proteção admitidas pelo Grok
Contrariando a declaração de Musk, o próprio Grok admitiu, em 2 de janeiro, que **"falhas nos mecanismos de proteção"** levaram à geração de imagens sexualizadas de menores, que foram publicadas no X semanas antes. Na ocasião, a empresa informou que melhorias estavam sendo implementadas para evitar tais ocorrências.
O caso de uma brasileira, que teve uma foto sua de biquíni manipulada, foi relatado pelo g1, destacando o "sentimento horrível" da vítima ao ser informada da existência da imagem. Esse tipo de manipulação, conhecido como **deepfake**, tornou-se uma "trend" no X no mês passado.
Pressão global por remoção de X e Grok das lojas de aplicativos
Uma coalizão de grupos feministas, entidades de fiscalização em tecnologia e ativistas progressistas divulgou cartas abertas pressionando o Google e a Apple a removerem o X e o Grok de suas lojas de aplicativos. A iniciativa conta com o apoio de grupos como UltraViolet, Organização Nacional para as Mulheres (NOW), MoveOn e ParentsTogether Action.
"Estamos implorando veementemente à Apple e ao Google que levem isso extremamente a sério", disse Jenna Sherman, diretora de campanha da UltraViolet, à agência Reuters. A xAI, empresa de IA de Musk responsável pelo Grok, respondeu às solicitações da Reuters com a declaração: **"Mentiras da mídia tradicional"**.
Google e Apple não responderam às solicitações da agência sobre o tema até o momento. A controvérsia em torno do Grok e a geração de conteúdo sexualizado por IA continuam a gerar debates sobre a **responsabilidade das plataformas digitais** e a necessidade de regulamentação.
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