Irã em Blackout: Internet Desaparece em Meio a Tensão com EUA e Israel

Apagão de Internet no Irã: Comunicações Interrompidas em Crise
A população iraniana enfrenta um severo apagão de internet desde o último sábado, com os níveis de conectividade despencando para menos de 1% do normal. Este bloqueio massivo ocorre em um momento de crescente tensão, após ofensivas militares entre o Irã, os Estados Unidos e Israel.
A falta de acesso à rede afeta diretamente cerca de 90 milhões de pessoas, dificultando a comunicação e o acesso à informação. O embaixador do Brasil no Irã confirmou o corte de internet, relatando dificuldades de comunicação com brasileiros na região.
A medida restringe a divulgação de informações sobre incidentes no país e a participação cívica, especialmente após o recente assassinato do aiatolá Khamenei em ataques aéreos atribuídos aos EUA e Israel. As informações são do NetBlocks, organização que monitora a internet globalmente.
Histórico de Bloqueios e Controle de Informação
Este não é um evento isolado. O Irã já implementou bloqueios de internet em outras ocasiões, sendo o mais recente em janeiro deste ano, em resposta a protestos contra o regime. Naquela ocasião, a conectividade também caiu drasticamente, afetando até mesmo serviços como a Starlink, internet via satélite.
O NetBlocks destaca que esses bloqueios são uma tática recorrente do governo iraniano para controlar a narrativa e suprimir dissidências. O apagão de janeiro, por exemplo, durou semanas e foi associado a graves violações de direitos humanos, segundo a organização.
Um Padrão de Restrição à Liberdade Online
O primeiro grande bloqueio de internet no Irã ocorreu em 2019, durante manifestações contra o aumento do preço da gasolina. Em 2022, outro corte massivo aconteceu em meio aos protestos pela morte de Mahsa Amini, presa por supostamente violar as regras do uso do véu islâmico.
Naquele período, a Starlink, de Elon Musk, tornou-se uma alternativa importante para a comunicação, mas o uso de suas antenas foi posteriormente proibido no país. Em 2025, o governo iraniano chegou a acusar o WhatsApp de espionagem em colaboração com Israel, alegação negada pela Meta, proprietária do aplicativo, que afirma que as mensagens são criptografadas.
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