5 carros vendidos no Brasil que são bem diferentes no exterior

Modelos vendidos aqui, versões muito diferentes lá fora, entenda
Montadoras adaptam produtos para cada mercado, seja por gosto do público, por regras locais, ou por oferta de combustível.
Por isso, um mesmo nome pode esconder veículos distintos, na mecânica, no visual e nas opções de eletrificação.
Nesta reportagem, explicamos as diferenças entre as variantes do Ford Territory, Volkswagen Tera, Honda City, Toyota Yaris Cross e Renault Duster.
conforme informações divulgadas nas fontes fornecidas pelo usuário
Ford Territory
No Brasil, o Ford Territory é hoje o SUV mais barato da marca, equipado com o motor 1.5 turbo EcoBoost a gasolina de 169 cv, sem eletrificação.
Em outros mercados, entretanto, há versões híbridas. Na Argentina, por exemplo, existe uma variante com o 1.5 turbo combinado a um conjunto elétrico auto recarregável, semelhante aos sistemas usados no Toyota Corolla Cross e no GAC GS4, com potência combinada de 245 cv e 55,5 kgfm de torque.
O Territory também tem versão híbrida plug-in em alguns países, com potência conjunta de 218 cv, que agregaria equipamentos e desempenho diferentes dos oferecidos no Brasil.
Volkswagen Tera
O Volkswagen Tera chegou ao mercado brasileiro com configurações próprias, e difere bastante das opções disponíveis no México.
Enquanto o México oferta versões com o motor 1.6 aspirado a gasolina de 109 cv e câmbio manual de cinco marchas, o Brasil nunca recebeu essa opção.
A versão de entrada brasileira usa o propulsor 1.0 aspirado MPI de 84 cv, com câmbio manual, e na variante 1.0 turbo há diferença de potência entre países, porque no México o motor rende apenas 99 cv e 16,8 kgfm, já que lá ele é movido exclusivamente a gasolina, enquanto no Brasil o mesmo motor é flex.
Honda City e Toyota Yaris Cross
O Honda City fabricado no Brasil ainda não conhece a eletrificação, ele é ofertado como motor a combustão flex, com cerca de 126 cv.
No entanto, a Tailândia já recebe o City com conjunto híbrido convencional, como na versão Drival do hatch, formada por um motor 1.5 aspirado e um sistema elétrico que se auto carrega, com o hatch híbrido tendo cerca de 108 cv.
O Toyota Yaris Cross também muda de cara conforme a região. A versão europeia é um SUV subcompacto derivado do Yaris Hatch, com 4,18 m de comprimento e entre-eixos de 2,56 m, e tem motor 1.5 tricilíndrico de 118 cv na opção não eletrificada, e 116 cv na híbrida.
O Yaris Cross brasileiro é mais alongado, com 4,31 m de comprimento e entre-eixos de 2,62 m, e traz opções a combustão com 122 cv e híbridas convencionais com 111 cv, deixando claro que proporções, acabamento e calibração podem variar bastante entre continentes.
Renault Duster
A terceira geração do Renault Duster apresentada na França em 2024 destacou-se por visual mais robusto e por opções de motorização pouco comuns no Brasil.
Na França, há oferta do motor 1.2 turbo tricilíndrico semi-híbrido 48V, que entrega 152 cv, com conjunto bi-combustível que usa gasolina e gás liquefeito, e câmbio automatizado com tração 4x4.
De acordo com a Dacia, responsável pelo modelo naquela região, o Duster com esse conjunto tem autonomia combinada de 1.500 km, um detalhe que evidencia como adaptações locais alteram tanto tecnologia, quanto o propósito de uso de um mesmo SUV.
Esses exemplos mostram que, embora os nomes se repitam, as versões vendidas no Brasil podem ter proposta técnica, eletrificação e acabamento diferentes das que circulam no exterior, então, ao comparar modelos, é importante analisar ficha técnica e opções regionais.
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