Retomada das buscas do MH370 com Ocean Infinity sai de Perth

Nova etapa de busca ao MH370 sai de Perth com tecnologia avançada
A operação busca localizar destroços do MH370, desaparecido há mais de uma década, usando veículos subaquáticos e drones de alta tecnologia.
A iniciativa da empresa Ocean Infinity prevê varreduras intermitentes num setor de cerca de 15 mil km² do Oceano Índico, com duração prevista de 55 dias.
Familiares das vítimas aguardam por respostas depois de anos de incerteza, conforme noticiado pelo The Guardian.
Como será a nova busca
A empresa especializada em tecnologia robótica marítima conduzirá a operação, partindo de Perth, Austrália, com equipamentos que incluem submarinos, drones de águas profundas e tecnologia avançada de escaneamento.
Segundo informações oficiais, as investigações no leito oceânico ocorrerão de forma intermitente durante 55 dias, em uma região estimada em cerca de 15 mil km² considerada a mais provável para localizar fragmentos da aeronave.
O contrato prevê pagamento de US$ 70 milhões, mas, segundo o The Guardian, o valor será pago apenas se a empresa localizar destroços.
Histórico das buscas e evidências encontradas
O voo MH370 desapareceu em 8 de março de 2014, durante um trajeto entre Kuala Lumpur e Pequim, com 239 pessoas a bordo, incluindo 12 tripulantes e 227 passageiros.
Buscas anteriores, lideradas pela Austrália em parceria com Malásia e China, cobriram uma vasta área do fundo do mar, mas foram encerradas em 2017 sem sucesso. Em 2018, a Ocean Infinity realizou outra tentativa, também sem resultados.
Fragmentos confirmados como pertencentes ao avião foram encontrados em ilhas do Oceano Índico e na costa africana, e ajudaram a delimitar áreas de procura, mas o paradeiro exato da aeronave permanece desconhecido.
Implicações legais e reação das famílias
O retorno das buscas foi celebrado por parentes das vítimas. Danica Weeks, esposa de um passageiro australiano, afirmou que a família "nunca deixou de desejar respostas" e espera que esta nova etapa traga "clareza e tranquilidade".
Recentemente, o tribunal de Pequim determinou que a Malaysia Airlines pague indenizações às famílias dos passageiros do MH370. A corte ordenou que a companhia pague 2,9 milhões de yuans, aproximadamente R$ 2,24 milhões na cotação atual, a cada uma das famílias de oito passageiros, incluindo compensação por morte, despesas funerárias e danos morais.
Embora o paradeiro dos passageiros ainda seja desconhecido, eles foram declarados legalmente mortos. O tribunal informou que outros 23 processos ainda estão pendentes, enquanto em 47 casos as famílias chegaram a acordos com a Malaysia Airlines e retiraram suas ações judiciais.
O que as investigações oficiais concluem
Uma investigação oficial da Malásia concluiu que o avião foi desviado manualmente durante o voo, sem descartar a possibilidade de interferência ilegal por terceiros, mas rejeitou teorias de suicídio dos pilotos ou falha mecânica.
A nova campanha de buscas, com foco em tecnologia avançada e varreduras detalhadas, tenta responder às lacunas deixadas pelas operações anteriores e dar às famílias, às autoridades e ao público informações mais concretas sobre o destino do MH370.
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