Blue Origin levará primeira pessoa cadeirante ao espaço, missão NS-37 com Michaela Benthaus na New Shepard em voo suborbital de 10 minutos

A Blue Origin, empresa de foguetes de Jeff Bezos, deve lançar nesta quinta-feira, dia 18, às 13h, uma missão histórica. O voo suborbital NS-37 terá cerca de 10 minutos de duração e transportará seis pessoas até além da Linha de Kármán, ponto usado por convenção como o início do espaço, a 100 km de altitude.
Entre os tripulantes está a engenheira aeroespacial Michaela Benthaus, que teve sua capacidade de andar afetada após um acidente em 2018. A presença dela torna o voo um marco para viagens espaciais inclusivas, com testes e ajustes de procedimentos e equipamentos.
Segundo a empresa, não serão necessárias grandes alterações na nave New Shepard, embora tenha havido pequenas adaptações nas instalações e no fluxo de embarque, além do uso de pranchas de transferência e um tapete para retorno ao deserto.
conforme informação divulgada pelo g1
A missão NS-37 e a nave
A NS-37 será realizada com o foguete reutilizável New Shepard, veículo já usado em 35 missões bem-sucedidas, sendo 16 delas com tripulação a bordo. A mesma cápsula levou a cantora Katy Perry e outras cinco mulheres para além da Linha de Kármán em abril.
O voo é suborbital, com subida rápida, alguns minutos em microgravidade e pouso controlado, totalizando cerca de 10 minutos entre decolagem e recuperação da cápsula.
Quem é Michaela Benthaus, a passageira cadeirante
Michaela Benthaus é engenheira aeroespacial e mecatrônica da Agência Espacial Europeia, ela sofreu uma lesão na medula após um acidente de mountain bike em 2018, que afetou sua mobilidade. Após o acidente, participou de um voo de pesquisa em gravidade zero e de uma missão como astronauta análoga.
Michaela afirma, "Sinto que este é um passo importante, já que as viagens espaciais para pessoas com deficiência ainda estão em seus primórdios", e acrescentou, "Talvez eu seja a primeira, mas não pretendo ser a última".
Adaptações e procedimentos de acessibilidade
A Blue Origin disse que a nave foi desenvolvida com acessibilidade em mente, e que a missão com Michi será feita sem grandes alterações na cápsula. Ainda assim, a empresa adotou equipamentos e mudanças em procedimentos para garantir segurança e conforto.
Entre as medidas, foram usadas pranchas de transferência da cadeira de rodas para a nave. A empresa informou que, após a cápsula abrir, "ajudarão Michi a sair da cápsula, usando as mesmas pranchas de transferência que ela utiliza para entrar".
A Blue Origin também detalhou que "Depois disso, teremos um tapete de transferência que permitirá que Michi use sua cadeira de rodas no deserto após deixar a cápsula". A companhia realizou workshops com Michi e com Hans Koenigsmann para testar os procedimentos.
Impacto e próximos passos
O voo NS-37 representa um passo simbólico e prático para ampliar o acesso ao espaço, mostrando como operações comerciais podem incluir pessoas com mobilidade reduzida. A Blue Origin já transportou pessoas com deficiência auditiva, mobilidade reduzida e baixa visão em outras missões, segundo a empresa.
Na equipe do voo, além de Michaela, está Hans Koenigsmann, que terá papel de apoio durante o desembarque. Jake Mills, citado nas adaptações, não participará do voo. O resultado desta missão deve influenciar futuros procedimentos de embarque e logística para tornar voos suborbitais mais inclusivos.
pessoa cadeirante ao espaço aparece aqui como um marco na discussão sobre acessibilidade espacial, e a expectativa é que a experiência de Michi incentive novas iniciativas para incluir mais pessoas com deficiência em voos comerciais ao espaço.
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