Chevron na Venezuela pode perder monopólio e atrair retorno da Exxon Mobil e ConocoPhillips após prisão de Nicolás Maduro e anúncio de Trump

A presença centenária da Chevron na Venezuela, que opera na Venezuela desde 1923, volta a ser alvo de atenção após a recente captura de Nicolás Maduro. A empresa tem conseguido manter operações onde outras gigantes foram forçadas a sair.
O anúncio do presidente americano Donald Trump sobre permitir que empresas dos EUA reconstruam a indústria petrolífera venezuelana reacendeu expectativas de mudança, e o discurso do governo dos EUA cita a entrada de petroleiras americanas como peça central do plano.
O país abriga mais de 300 bilhões de barris no subsolo, mas a produção atual da Venezuela gira em torno de 1 milhão de barris por dia, menos da metade do que o país extraía no início da década de 2010, e um terço do volume dos anos 1970.
conforme informação divulgada pelo New York Times, Energy Institute e POLITICO.
Por que a Chevron ficou quase sozinha
A Chevron resistiu à saída forçada de outras empresas, incluindo a Exxon Mobil e a ConocoPhillips, e hoje responde por cerca de 25% da produção do país e exporta ao menos 150 mil barris por dia para as refinarias da costa americana do Golfo.
Para manter essa presença, a Chevron negociou com diferentes administrações americanas, conseguindo autorizações restritas que permitem operações limitadas e trocas de petróleo, desde que nenhum pagamento fosse direcionado ao regime de Maduro.
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