Economia dos EUA em 2026 pode piorar, diz Krugman

Risco de estagnação e incerteza na economia dos EUA em 2026
A economia dos EUA segue sob forte incerteza após o primeiro ano da agenda econômica de Donald Trump, marcada pela chamada Trumpnomics. A incerteza tem desestimulado investimentos e contratações.
O economista e vencedor do Nobel Paul Krugman avalia que os resultados vistos em 2025 podem não ser o pior cenário, e que o caminho à frente traz riscos adicionais que merecem atenção.
No cenário traçado por Krugman, as políticas persistentes do governo e a falta de correção podem prolongar um período de frustração econômica para eleitores e pequenos negócios, com efeitos no emprego e na indústria.
conforme análise do prêmio Nobel Paul Krugman.
Por que Krugman vê risco de piora
Krugman afirma que a economia "pode muito bem piorar antes de melhorar", porque, segundo ele, não há expectativa de mudança relevante na condução da política econômica. A avaliação passa pela manutenção de escolhas que, diante de sinais de fracasso, não seriam revistas.
Para o economista, a resposta do governo tende a ser a "negação e redobrando a aposta", o que sustenta um ambiente de incerteza, e agrava a cautela de empresários e investidores.
Impactos sobre investimento, emprego e setores
A principal consequência apontada é a queda no investimento, causada pela insegurança sobre regras e tarifas. Krugman diz que a política tarifária do governo não será revertida facilmente, com a frase textual "sua política tarifária fracassada continuará, a menos que a Suprema Corte a invalide".
Mesmo com resiliência do mercado acionário, Krugman destaca que "o resto dos EUA não está", indicando fragilidade para trabalhadores e pequenos negócios, e risco de estagnação para a economia dos EUA no curto e médio prazo.
Riscos adicionais e cenário político
Além das tarifas, Krugman alerta para tentativas de politizar o Federal Reserve e para o prolongamento da guerra comercial, fatores que podem "desestabilizar os mercados financeiros" e aprofundar a cautela corporativa.
Sem uma reversão de rumo, o economista projeta um período prolongado de estagnação e frustração, sobretudo entre eleitores que esperavam resultados rápidos da Trumpnomics. A conjunção de políticas persistentes e alta incerteza põe em risco a recuperação da economia dos EUA.
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