Estadão e Google: Gemini ganha feed de notícias em tempo real em acordo pioneiro no Brasil para IA

O Estadão vai fornecer conteúdo jornalístico em tempo real para o Gemini, sistema de inteligência artificial do Google, com o objetivo de melhorar a geração de respostas a perguntas dos usuários.
O material será usado especialmente em consultas que envolvam notícias de última hora, e o jornal promete enviar apenas reportagens factuais para alimentar a tecnologia.
Trata-se, segundo a publicação, do primeiro acordo de licenciamento de notícias para plataformas de IA no Brasil, e a ação amplia a relação já existente entre o jornal e a gigante de tecnologia, conforme informação divulgada pelo TecMundo
Como vai funcionar a parceria?
Segundo o comunicado do jornal, o Estadão vai disponibilizar um feed de notícias em tempo real, 24 horas por dia, 7 dias por semana para alimentar a IA do Google. O material disponibilizado à gigante de Mountain View será composto exclusivamente por notícias factuais, e a tecnologia poderá usar esses conteúdos para gerar respostas em consultas relacionadas a breaking news.
A parceria prevê que usuários que interagirem com o Gemini questionando sobre histórias em desenvolvimento também possam ter respostas baseadas em notícias publicadas pelo jornal, com atualização contínua do feed.
O que fica de fora do acordo
O Estadão deixa claro os limites do licenciamento, informando que editoriais, colunas de opinião, artigos escritos por convidados e materiais elaborados por agências ou outros serviços contratados não fazem parte do acordo. Essa delimitação visa garantir que a IA utilize apenas reportagens factuais para fundamentar respostas.
Reações e implicações
Sobre o acordo, o CEO do Estadão afirmou, “Este novo acordo estende essa relação para o aplicativo Gemini e para o campo da inteligência artificial, que evolui rapidamente, É especialmente significativo que isso tenha entrado em vigor no ano do 150º aniversário do Estadão, reforçando o valor duradouro do jornalismo independente”, comentou o CEO do Estadão, Erick Brêtas.
Do lado do Google, o diretor de parcerias de notícias para a América Latina disse que a expansão do acordo é uma forma de “impulsionar audiências mais engajadoras para os editores”, ao mesmo tempo em que aprimora os produtos da big tech para os usuários, segundo o comunicado.
Por fim, o texto oficial lembra que, devido a uma cláusula de confidencialidade, os valores da parceria não foram divulgados, mantendo em sigilo os termos financeiros entre as partes.
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