Ataque dos EUA na Venezuela foi realizado pela CIA, dizem NYT e CNN

O ataque com drones contra um porto na Venezuela, na última semana, foi realizado pela Agência Central de Inteligência, segundo relatos de fontes oficiais de Washington.
O alvo teria sido um cais remoto na costa venezuelana, usado para armazenamento e transporte de drogas, ligado ao grupo criminoso Tren de Aragua.
As fontes afirmam que não havia pessoas no local no momento do bombardeio, conforme informação divulgada pelo The New York Times e pela CNN.
O que as reportagens indicam
De acordo com as reportagens, esta seria a primeira vez que os EUA realizam um ataque contra um alvo dentro da Venezuela, reforçando a pressão do presidente Donald Trump sobre Nicolás Maduro.
Fontes ouvidas pelo The New York Times e pela CNN disseram que o ataque mirou um suposto cais usado para carregar barcos com drogas, em uma área de distribuição ligada ao tráfico internacional.
Declarações do presidente e citações
O presidente Donald Trump chegou a mencionar a ofensiva em entrevista à rádio WABC na semana do ataque, sem detalhar a operação. Em outra ocasião, ele confirmou a autoria dos EUA e afirmou, em Mar-a-Lago, “Houve uma grande explosão na área do cais onde carregam os barcos com drogas”.
Trump também disse, traduzido do depoimento veiculado pela imprensa, “Eles carregam os barcos com drogas. Então, atingimos todos os barcos e agora atingimos a área. É a área de distribuição, é onde eles distribuem as drogas, e isso não existe mais”.
Posições oficiais e negações
A Casa Branca e a CIA não emitiram comentários públicos sobre a operação, segundo as reportagens. A CNN afirmou que as Forças de Operações Especiais dos EUA teriam fornecido apoio de inteligência, informação que foi negada pela porta-voz do Comando de Operações Especiais.
A porta-voz, coronel Allie Weiskopf, declarou, “As Forças de Operações Especiais não apoiaram esta operação, incluindo o fornecimento de informações de inteligência”.
Reações na Venezuela e contexto regional
O governo venezuelano não publicou declarações oficiais sobre o ataque. O ministro do interior, Diosdado Cabello, denunciou meses de “loucura imperial” e afirmou que o país sofre “assédio, ameaças, ataques, perseguição, roubos, pirataria e assassinatos”, segundo veículos locais citados pela imprensa americana.
Analistas lembram que, no início do ano, o presidente Trump ampliou as atribuições da CIA para operações na América Latina em águas internacionais, e que até então os EUA vinham autorizados a atacar embarcações suspeitas no cumprimento de sanções ou contra o tráfico de drogas.
Fontes consultadas pelas reportagens apontam que a operação visou enfraquecer rotas de tráfico ligadas ao Tren de Aragua e que, por ora, não há confirmação independente de danos humanos ou materiais além do local atingido.
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