Groenlândia, Rússia acusa Otan de 'ameaças fabricadas'

A Rússia protestou contra o envio de tropas da Otan à Groenlândia, classificando a presença reforçada como parte de uma militarização acelerada do Ártico.
Em comunicado, Moscou afirmou que a ilha está sendo usada como pretexto para ações contra a Rússia e a China, e que a narrativa sobre riscos reais é exagerada.
As declarações russas ressaltam preocupação com a situação nas altas latitudes, conforme informação divulgada pela diplomacia russa.
Alegações de Moscou
A embaixada russa na Bélgica, sede da Otan, afirmou que "a situação que se desenvolve nas altas latitudes é motivo de extrema preocupação para nós" e acusou a organização de reforçar sua presença com base em "ameaças inventadas".
Segundo a diplomacia, alguns países europeus estariam usando declarações de Washington para promover uma agenda "anti-Rússia e anti-China" e justificar maior mobilização militar no Ártico.
Os russos também citam relatórios que, segundo eles, indicam que não houve presença de submarinos russos ou chineses próximos à ilha, evidenciando a "natureza artificial da histeria que está sendo fomentada".
Movimentações europeias e objetivo declarado
França, Alemanha, Reino Unido, Noruega e Suécia começaram a enviar tropas à Groenlândia em demonstração de apoio à Dinamarca.
Os países dizem que as movimentações visam demonstrar unidade entre europeus e sinalizar a Washington que uma intervenção direta americana na ilha não é necessária.
O papel dos Estados Unidos
As declarações russas citam ainda preocupações com a retórica americana sobre a ilha, lembrando que o presidente americano, Donald Trump, tem deixado claro interesse na Groenlândia, considerada estratégica e pouco povoada.
Em resposta, Moscou pede que a OTAN e países europeus evitem escaladas desnecessárias na região, enquanto analistas apontam risco de uma nova fase de competições por influência no Ártico.
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