Superlua do Lobo: primeira de 2026 visível neste sábado

A primeira Superlua de 2026, chamada de Superlua do Lobo, começa a ficar visível entre as 17h30 e 18h, no horário de Brasília, neste sábado, 3 de janeiro.
A Lua Cheia ocorre oficialmente às 07h02, e o fenômeno será mais perceptível quando o disco lunar estiver baixo, próximo ao horizonte.
Conforme informação divulgada pelo Observatório Heller & Jung e por reportagens do Olhar Digital, o evento une tradição e ciência e oferece boa oportunidade para observação, mesmo que a diferença seja sutil.
O que é uma Superlua
Uma Superlua é uma Lua Cheia que coincide com o perigeu, o ponto da órbita lunar em que o satélite está mais próximo da Terra.
Nesse alinhamento, a Lua pode aparentar cerca de 14% maior e até 30% mais brilhante do que uma Lua Cheia comum, embora, a olho nu, a diferença seja difícil de perceber.
“Mas, sem saber o quão perto o satélite precisa estar da Terra, não dá para cravar se esta ou aquela Lua cheia é uma Superlua”, afirma Marcelo Zurita, colunista do Olhar Digital e presidente da Associação Paraibana de Astronomia.
Zurita complementa que, apesar de existirem tentativas de definir cientificamente o termo, ele ainda gera debate, porque veio da astrologia e, para alguns astrônomos, serve mais para popularizar o fenômeno do que para representar algo com grande interesse científico.
Como e quando observar
Para observar a Superlua do Lobo, prefira o período em que a Lua estiver próxima ao horizonte, no nascer ou no pôr, porque a ilusão de tamanho fica mais evidente.
A Superlua começa a ficar visível entre 17h30 e 18h, o que torna esse o melhor momento para quem buscar fotografar o astro com paisagens terrestres em primeiro plano.
O Observatório Heller & Jung explica a origem do nome, ligada a tradições antigas do hemisfério norte, e ressalta a interpretação cultural por trás da expressão.
“esse nome tem origens em tradições ancestrais, especialmente entre os povos nativos da América do Norte e, também, entre europeus medievais”, diz Carlos Fernando Jung, do Observatório Heller & Jung.
“Nessa época, os lobos eram frequentemente ouvidos uivando mais intensamente, o que era interpretado por algumas culturas como sinal de fome ou comunicação entre as alcateias. No entanto, estudos modernos sugerem que o uivo tem mais a ver com organização social e marcação de território do que com a fome”, complementa Jung.
Outras superluas marcantes de 2026
Ainda segundo as informações recebidas, além da Superlua de 3 de janeiro, o calendário de 2026 traz outras datas de destaque.
Em 25 de novembro haverá uma Superlua, chamada de Lua do Castor, quando o disco lunar parecerá ligeiramente maior e até cerca de 10% mais brilhante do que uma Lua Cheia comum.
No dia 24 de dezembro, a Superlua de Natal será a mais intensa do ano, com uma aproximação ainda maior da Terra, criando um efeito visual mais marcante no céu noturno.
Dicas finais para observadores
Use binóculos ou uma lente teleobjetiva para notar melhor o detalhe do disco lunar, e escolha locais com horizonte aberto e pouca poluição luminosa.
Lembre que, apesar de a Superlua atrair atenção popular, ela não representa um fenômeno perigoso ou extraordinário para a ciência, mas oferece uma boa chance de contemplar a Lua cheia com um brilho e tamanho ligeiramente aumentados.
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