Venezuela, reação à prisão de Maduro por forças dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (3) que forças americanas realizaram uma operação de grande porte na Venezuela e detiveram o presidente Nicolás Maduro.
A detenção levanta dúvidas sobre como o regime e as Forças Armadas venezuelanas podem reagir, diante de um inventário de armas que inclui sistemas avançados e limitações operacionais.
As informações sobre a operação e a captura foram divulgadas à imprensa, conforme informação divulgada pelo Estadão Conteúdo e Reuters.
Capacidade militar e armamento
A Venezuela mantém um estoque de armamentos herdado dos governos de Hugo Chávez, incluindo aquilo que é apontado como um sistema de defesa aérea S-300VM de fabricação russa, porém, segundo especialistas, há limitações.
Andrei Serbin Pont, do grupo de pesquisa latino-americano CRIES, afirmou que o S-300VM está, no momento, apenas parcialmente operacional, e que o sistema nunca foi projetado para ser usado contra os Estados Unidos, segundo relato da cobertura jornalística.
Dados de inteligência e análises também apontam um número expressivo, porém possivelmente inflado, de efetivos, e limitações em aeronaves e manutenção.
Efetivo, aviões e cenário de combate
De acordo com o Global Firepower, a Venezuela possui 109.000 militares da ativa, embora um ex-oficial militar venezuelano tenha afirmado que esse número provavelmente é menor na prática.
O mesmo ex-oficial declarou que, em 2018, a Venezuela tinha menos de cinco caças Sukhoi russos em operação, informação que coloca dúvidas sobre a capacidade aérea de enfrentar uma ação americana de grande escala.
Por essas razões, analistas consultados pela cobertura sugerem que Maduro não teria capacidade militar, nem apoio popular, para travar uma guerra direta contra os EUA.
Lealdade das Forças Armadas e possibilidades de resistência
Fontes venezuelanas, incluindo opositores e analistas, afirmavam a diplomatas que o governo de Maduro estava preocupado com operações militares americanas, porém acreditava que poderia superar as tensões e se manter no poder.
Sobre uma reação violenta, um ex-oficial avaliou, "Não estou dizendo que não haverá resistência, mas não será um ataque contra as forças americanas", indicando que a resistência, se ocorrer, pode se manifestar de outras formas.
Com a captura do líder, comunicadores e autoridades locais dizem que setores das Forças Armadas permanecem fiéis ao regime, o que complica previsões sobre rupturas internas imediatas.
Implicações regionais e diplomáticas
Uma operação de captura com envolvimento dos EUA tende a elevar tensões regionais e a provocar reações diplomáticas de países aliados da Venezuela.
Governos e organismos multilaterais podem pressionar por investigação, por garantias de direitos e por medidas para evitar escaladas, enquanto a sociedade venezuelana e atores políticos internos reavaliam alinhamentos.
O desfecho dependerá da capacidade de comando dentro das Forças Armadas, da adesão de lideranças regionais e do manejo diplomático nas próximas horas e dias, situações que os analistas e documentos citados pela imprensa seguem monitorando.
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