Votação do impeachment do presidente do São Paulo hoje, sessão secreta e híbrida no Morumbi, quórum de 75%, prazos, consequências e investigação da Polícia Civil

Votação do impeachment do presidente do São Paulo marcada para o Morumbi, com votação secreta e formato híbrido, duas chamadas, exigência de quórum de 75%, e possibilidade de aprovação por dois terços
O Conselho Deliberativo do clube realiza uma sessão decisiva sobre o impeachment do presidente Julio Casares, em meio a uma crise institucional e investigações internas.
A votação será secreta e em formato híbrido, com primeira chamada às 18h30 e segunda chamada às 19h, e pode resultar na saída imediata do presidente.
O pedido foi protocolado por 57 conselheiros, enquanto a Polícia Civil apura saques de R$ 11 milhões e depósitos em espécie de R$ 1,5 milhão, conforme informação divulgada pela ESPN.
Detalhes do rito e do funcionamento da sessão
A sessão será realizada no Morumbi, com votação secreta e possibilidade de participação remota, conforme determinação judicial. A escolha pelo formato híbrido foi definida pela 3ª Vara Cível do Butantã.
A mesma decisão determinou que o impeachment pode ser aprovado com dois terços dos votos, desde que esteja presente o quórum mínimo de 75% dos conselheiros, e o Tribunal de Justiça manteve a liminar.
Haverá duas chamadas, às 18h30 e às 19h, e, se o afastamento for aprovado no Conselho Deliberativo, o vice assume de imediato.
Quórum, números e o pedido de impeachment
O pedido de destituição foi protocolado por 57 conselheiros, que alegam gestão irregular. A defesa de Casares apresentou interpretação estatutária que elevou o quórum para 75%, o que gerou contestações internas e ação na Justiça.
Na prática, a votação depende de dois pontos, a presença do quórum exigido, e a aprovação por dois terços dos votos válidos, segundo a determinação judicial.
O que ocorre se o impeachment for aprovado
Caso o Conselho Deliberativo decida pelo afastamento, o vice-presidente Harry Massis Júnior assume o comando do clube de forma imediata, para conduzir a gestão cotidiana.
Após essa decisão, o processo segue para a Assembleia Geral dos Sócios, que é a etapa final. Na Assembleia, os associados decidem se o presidente é destituído definitivamente, com mandato até o fim de 2026, ou se retorna ao cargo.
Investigações da Polícia Civil e denúncias internas
A crise política ocorre em paralelo a um inquérito da Polícia Civil que apura movimentações financeiras entre 2021 e 2025. No período, foram identificados saques de aproximadamente R$ 11 milhões das contas do clube.
Também foram encontrados depósitos em espécie de cerca de R$ 1,5 milhão na conta pessoal do presidente, segundo a apuração. A defesa de Casares nega irregularidades e afirma que parte dos pagamentos era realizada em dinheiro vivo antes da sua gestão.
Além da investigação financeira, existem denúncias sobre exploração irregular de camarotes no Morumbi, episódio que levou dois dirigentes a se licenciarem e ampliou a disputa política interna, reforçando o pedido de impeachment do presidente do São Paulo.
Acompanhe a sessão e as decisões do Conselho Deliberativo, pois o desfecho define os próximos passos da crise institucional e o futuro político do clube na temporada.
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