Voos sobre os Andes lideram turbulência em 2025, Mendoza-Santiago em 1º

Voos sobre os Andes, na América do Sul, lideram turbulência em 2025
Voos sobre os Andes continuam sendo sinônimo de solavancos, com trechos entre Argentina, Chile e Bolívia figurando no topo do ranking global de turbulência de 2025. A rota Mendoza, na Argentina, a Santiago, no Chile, foi apontada como a mais turbulenta do mundo pelo segundo ano consecutivo.
O levantamento anual da plataforma Turbli, com base em previsões meteorológicas e modelos atmosféricos, indica que quatro das dez rotas mais turbulentas de 2025 cruzam a Cordilheira dos Andes, reforçando a fama da região como uma das mais instáveis para a aviação comercial.
O estudo também mostra quais aeroportos registraram maior intensidade de turbulência ao longo do ano, medido pelo indicador EDR, e oferece dados sobre faixas de altitude e fases do voo, conforme informação divulgada pelo g1
Rotas mais turbulentas do mundo
O ranking mundial de rotas mais turbulentas de 2025, segundo o levantamento, inclui os seguintes trechos, com as distâncias indicadas, na ordem do relatório: Mendoza (Argentina) → Santiago (Chile): 196 km, Xining (China) → Yinchuan (China): 470 km, Chengdu (China) → Xining (China): 620 km, Córdoba (Argentina) → Santiago (Chile): 660 km, Santa Cruz (Bolívia) → Santiago (Chile): 1.900 km, Chengdu (China) → Lanzhou (China): 620 km, Mendoza (Argentina) → Salta (Argentina): 950 km, Chengdu (China) → Yinchuan (China): 900 km, Xining (China) → Lhasa (China): 1.200 km, Denver (Estados Unidos) → Jackson (Estados Unidos): 650 km.
Aeroportos com mais turbulência em 2025
O ranking de aeroportos com maior turbulência, medido pelo EDR, apontou os seguintes terminais e valores: Santiago (Chile) – Aeroporto Internacional Arturo Merino Benítez (SCL): EDR 21,445, Mendoza (Argentina) – Aeroporto Internacional El Plumerillo (MDZ): EDR 20,884, Salta (Argentina) – Aeroporto Internacional Martín Miguel de Güemes (SLA): EDR 20,578, La Paz (Bolívia) – Aeroporto Internacional El Alto (LPB): EDR 20,533, Córdoba (Argentina) – Aeroporto Internacional Ingeniero Ambrosio Taravella (COR): EDR 20,431, Denver (Estados Unidos) – Denver International Airport (DEN): EDR 20,262, Kathmandu (Nepal) – Tribhuvan International Airport (KTM): EDR 20,188, Lhasa (China) – Lhasa Gonggar Airport (LXA): EDR 20,146, Innsbruck (Áustria) – Innsbruck Airport (INN): EDR 20,118, Queenstown (Nova Zelândia) – Queenstown Airport (ZQN): EDR 20,074.
Como o Turbli elabora o ranking
O Turbli elabora seus rankings anuais a partir de previsões globais de turbulência fornecidas por dois dos principais centros meteorológicos do mundo, o NOAA, dos EUA, e o Met Office, do Reino Unido.
Uso do indicador EDR (Eddy Dissipation Rate), que mede a intensidade da turbulência no ar,
Análise separada por faixas de altitude, ao longo de todo o ano,
Avaliação de aproximadamente 10 mil rotas aéreas, conectando cerca de 550 grandes aeroportos,
Medição da turbulência tanto em cruzeiro quanto nas fases de subida e descida,
Consolidação dos dados em uma média anual, que permite comparar rotas e aeroportos globalmente.
O que passageiros e companhias devem saber
O relatório reforça que a presença de relevo elevado, correntes de vento, diferenças de temperatura e efeitos orográficos tornam os voos sobre os Andes mais propensos a turbulência. Ao mesmo tempo, o estudo lembra que episódios de turbulência podem ocorrer em qualquer região, variando conforme condições climáticas e altitude do voo, e que a medição é baseada em modelos meteorológicos, e não em relatos subjetivos de passageiros.
Importante notar que, segundo o levantamento, nenhuma rota que passa pelo Brasil entrou na lista das dez mais turbulentas de 2025 do mundo, nem da América do Sul, o que não elimina a possibilidade de turbulência, mas aponta que os trechos andinos concentram os maiores índices neste ranking.
Para reduzir riscos, especialistas e companhias recomendam manter o cinto afivelado quando estiver sentado, seguir orientações da tripulação, e estar atento a informações meteorológicas e de segurança ao embarcar em trajetos sobre áreas montanhosas, como os Andes.
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