Exigem saída dos agentes do ICE em Minneapolis após morte

Dois dias após o tiroteio que matou um enfermeiro, manifestantes lotaram ruas de Minneapolis em protestos que pedem a retirada dos agentes do ICE da cidade.
O episódio reacendeu debate sobre uso da força, investigação das autoridades e o papel de forças federais em operações locais.
Conforme informação divulgada pela fonte recebida, a tensão também gerou disputas judiciais e um pedido explícito de líderes democratas para que o ICE deixe o estado.
O tiroteio e as imagens do caso
Segundo as autoridades federais, agentes atiraram em legítima defesa quando Alex Pretti, enfermeiro de UTI de 37 anos, teria intervido em uma discussão entre um agente de imigração e uma mulher.
Autoridades afirmaram que Pretti estava armado, mas vídeos gravados por testemunhas não mostram arma em sua mão, enquanto o chefe de polícia diz que ele tinha porte de arma.
A família de Pretti declarou estar "com o coração partido, mas também muito revoltada", e afirmou que ele era uma alma bondosa que queria fazer a diferença no mundo.
Reações políticas e exigência de saída do ICE
Parlamentares democratas e ativistas pediram publicamente a retirada dos agentes do ICE de Minnesota, citando ameaças à segurança pública e à confiança nas investigações locais.
A deputada Alexandria Ocasio-Cortez pediu que democratas se recusem a financiar o ICE, dizendo que "temos a responsabilidade de proteger os americanos da tirania", em postagem nas redes sociais.
O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, disse que democratas não votarão a favor de um pacote de gastos que inclua verbas para o Departamento de Segurança Interna, o que eleva a possibilidade de paralisação parcial do governo em 30 de janeiro.
Disputa judicial e pedido de preservação de provas
Um juiz federal emitiu ordem proibindo o governo Trump de "destruir ou alterar provas" relacionadas ao tiroteio, após ação movida por autoridades estaduais e municipais.
O procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, afirmou que o processo visa preservar evidências coletadas por autoridades federais que o estado ainda não pôde examinar, e que a investigação tem de ser "completa, imparcial e transparente".
Uma audiência está marcada para segunda-feira no tribunal federal de St. Paul, em meio a divergências sobre acesso ao local e ao material recolhido.
Confronto entre autoridades, Guarda Nacional e população
O governador Tim Walz autorizou apoio da Guarda Nacional de Minnesota para auxiliar a polícia local, com tropas enviadas ao local do tiroteio e a um prédio federal onde há confrontos diários entre manifestantes e policiais.
Segundo o superintendente do Departamento de Investigação Criminal de Minnesota, Drew Evans, agentes federais teriam impedido o acesso de sua agência ao local, mesmo após mandado judicial assinado.
Em coletiva, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que Pretti teria tentado "impedir uma operação policial" e questionou por que ele estava armado, sem detalhar se a arma foi sacada.
Ruas tomadas e clima de protesto
Vários vídeos mostram manifestantes soprando apitos e gritando palavras de ordem contra os agentes federais, em uma rua comercial no sul de Minneapolis, enquanto ocorria a abordagem que terminou com os tiros.
Testemunhas gravaram o momento em que o policial empurra Pretti e aplica spray de pimenta, e em pouco tempo ao menos sete policiais imobilizam o homem no chão, antes que disparos sejam ouvidos.
Multidões se reuniram, enfrentando temperaturas próximas a -21 graus Celsius, e ergueram um memorial no local do tiroteio, enquanto pessoas ofereciam água, café e abrigo a quem participava dos atos.
Impacto e narrativa pública
O presidente compartilhou imagens da arma que, segundo autoridades de imigração, foi recuperada, e criticou o governador e o prefeito por não protegerem os agentes do ICE.
Ao mesmo tempo, grupos a favor do porte de armas lembraram que é legal portar armas durante protestos, e que "todo cidadão pacífico de Minnesota tem o direito de possuir e portar armas", segundo comunicado do Grupo de Proprietários de Armas de Minnesota.
A família de Pretti classificou a versão oficial como mentirosa, afirmando que ele estava com o celular na mão direita e a mão esquerda vazia, erguida acima da cabeça, enquanto tentava proteger a mulher que o ICE teria empurrado.
O caso, ligado à morte de Renee Good em 7 de janeiro por um agente do ICE a pouco mais de 1,5 km do local, intensificou a fúria pública e as manifestações, que se espalharam para outras cidades, como Nova York, Washington e Los Angeles.
Entre os participantes dos protestos em Minneapolis, havia quem pedisse justiça e maior transparência, e quem apontasse preocupação com a atuação de agências federais em incidentes locais, em um debate que promete repercussão política e judicial nas próximas semanas.
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