Google aceita pagar US$ 68 milhões em processo por espionagem de seu assistente virtual

Google aceitou pagar US$ 68 milhões em um acordo preliminar em ação coletiva que acusa o Google Assistente de gravar usuários sem ativação intencional. O acordo foi protocolado na última sexta-feira (23) em um tribunal federal de San Jose, na Califórnia, e precisa ser aprovado pela juíza distrital Beth Labson Freeman.
Segundo o G1, a ação coletiva alega que o assistente gravou conversas para fins como exibição de anúncios após supostas "falsas ativações" ocorridas desde 18 de maio de 2016.
O que a ação alega
A ação coletiva afirma que o Google Assistente foi ativado sem autorização dos usuários e passou a gravar conversas mesmo sem o uso dos comandos de voz "Hey, Google" ou "Ok, Google", segundo relatos citados pelo site TechCrunch e reproduzidos nos documentos do processo.
"Google nega irregularidades, mas optou pelo acordo para evitar riscos, custos e incertezas de um litígio, de acordo com documentos judiciais."
Principais pontos do caso
- Valor do acordo preliminar: US$ 68 milhões.
- Período abrangido: pessoas afetadas desde 18 de maio de 2016, segundo os documentos.
- Local do protocolo: tribunal federal de San Jose, Califórnia; aguarda aprovação da juíza Beth Labson Freeman.
- Acusações: gravações sem ativação intencional, potencial uso para exibição de anúncios.
- Posição do Google: nega irregularidades, mas fechou acordo para evitar os riscos do litígio.
- Contexto no setor: outras grandes empresas também enfrentaram ações semelhantes; a Apple, por exemplo, aceitou pagar US$ 95 milhões em ação relacionada à Siri.
Dispositivos e alcance
O Google Assistente está presente em dispositivos como o Google Home Mini e em aparelhos Android, conforme ilustração usada na cobertura jornalística. A ação coletiva inclui pessoas que compraram dispositivos do Google e alegam ter sofrido as chamadas "falsas ativações".
Implicações e próximos passos
O acordo é preliminar: precisa ser aprovado pela juíza responsável antes de entrar em vigor. Documentos judiciais indicam que a empresa preferiu chegar a um acordo para evitar custos e incertezas associados a um processo completo.
Se a juíza aprovar o acordo, o pagamento e os mecanismos de reparação serão definidos conforme os termos finais homologados pelo tribunal. Enquanto isso, o caso soma-se a uma série de litígios envolvendo assistentes virtuais e privacidade, levantando atenção sobre o funcionamento e o controle desses recursos em dispositivos domésticos e móveis.
Conclusão
O acordo preliminar de US$ 68 milhões destaca a continuidade de disputas legais sobre privacidade em assistentes virtuais. O processo seguirá em andamento até a decisão judicial sobre a homologação; o Google mantém a negação de irregularidades, segundo os documentos apresentados.
Fonte: G1 (leia a matéria).
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