TeraWave: Blue Origin planeja 5.408 satélites e 6 tbps

Blue Origin quer lançar 5.408 satélites, rede TeraWave para internet
A Blue Origin, empresa de exploração espacial de Jeff Bezos, apresentou um plano ambicioso para fornecer internet via satélite de alta capacidade. A nova rede, chamada TeraWave, promete velocidades muito superiores às atualmente oferecidas no mercado.
O projeto prevê uma constelação ampla, com satélites em órbita baixa e média, e aposta em tecnologia óptica e foguetes reutilizáveis para viabilizar lançamentos frequentes. A meta é atender clientes que demandam tráfego massivo de dados, como empresas e governos.
Os detalhes e prazos do plano foram divulgados pela empresa e compilados pela imprensa especializada, com números específicos sobre a constelação e o cronograma de implantação, conforme informação divulgada pelo BGR.
Como é a constelação e a promessa de velocidade
O TeraWave será uma constelação com 5.408 satélites posicionados em órbitas baixa e média da Terra. Para alcançar a performance anunciada, a Blue Origin planeja usar dois tipos de satélites, com funções distintas e capacidades altas de tráfego.
Segundo o plano, haverá 5.280 satélites em órbita baixa (LEO), focados em conexões de 144 gbps, e 128 satélites em órbita média (MEO), que utilizam lasers ópticos para transmitir dados a 6 tbps. A combinação desses níveis orbitais é a base da promessa de entregar enlaces muito rápidos e de baixa latência.
Público-alvo e estratégia comercial
Diferente da concorrente voltada ao consumidor final, a proposta do TeraWave foca um público mais restrito e especializado. O objetivo anunciado é atender cerca de 100 mil clientes, entre grandes empresas, governos e data centers que precisam processar e mover volumes gigantescos de informação.
Para o consumo residencial, Jeff Bezos conta com outro esforço por meio da Amazon, o projeto conhecido como Leo, antigo Project Kuiper, que tem foco distinto do TeraWave.
Dependência do New Glenn e comparação com a Starlink
A implantação está prevista para começar no último trimestre de 2027, e o sucesso depende do foguete New Glenn, da própria Blue Origin. O veículo é reutilizável, elemento considerado essencial para tornar os lançamentos frequentes e financeiramente viáveis.
Em novembro de 2025, o New Glenn completou sua segunda missão, na qual transportou sondas da NASA. O foguete posicionou as naves numa órbita de espera, de onde elas devem partir rumo a Marte em 2026. O sucesso da missão provou que a Blue Origin consegue pousar o propulsor do foguete após o lançamento.
Apesar do anúncio impactante, a SpaceX ainda tem vantagem de operação, com mais de dez mil satélites em órbita e anos de experiência em pousos verticais de foguetes, o que dá à Starlink escala e maturidade que o TeraWave precisará alcançar.
Panorama global e desafios
Além das empresas americanas, países como China, Japão e a União Europeia aceleram projetos de constelações e foguetes reutilizáveis, o que deve transformar a órbita terrestre num grande canteiro tecnológico em breve. A disputa será técnica, regulatória e comercial.
O desafio para o TeraWave envolve construir infraestrutura óptica em órbita, garantir lançamentos regulares com o New Glenn, e conquistar clientes corporativos que exigem contratos robustos e alta confiabilidade. Se bem-sucedida, a Blue Origin pode se posicionar como fornecedor de infraestrutura de energia e dados para a era da inteligência artificial, mas o caminho terá competição acirrada e riscos operacionais.
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