El Mencho, o chefe do CJNG com recompensa de US$ 15 milhões

El Mencho, nome pelo qual era conhecido Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, era apontado como o narcotraficante mais procurado do mundo, com recompensa de US$ 15 milhões oferecida pela DEA.
Ele teve uma ascensão considerada meteórica no crime organizado até ser morto neste domingo por tropas federais.
Nas próximas seções explicamos sua trajetória, a formação do grupo que dirigiu, e as acusações internacionais que pesavam contra ele, conforme informação divulgada pelo g1
Trajetória e origem
Nascido em 17 de julho de 1966 na comunidade de Naranjo de Chila, em Aguililla (Michoacán), Nemesio Rubén Oseguera Cervantes migrou para os Estados Unidos na juventude e passou por prisões por tráfico de drogas.
Ao retornar ao México, se aproximou de grupos criminosos, incluindo o chamado Cartel do Milênio. Posteriormente, junto com Erick Valencia Salazar, conhecido como “El 85”, deu passos decisivos na criação de uma nova organização.
Formação do CJNG e expansão
O CJNG foi formada em 2009 e rapidamente se consolidou como um dos cartéis mais violentos do México. Sob a liderança de Oseguera Cervantes, o grupo ampliou rotas de tráfico e presença territorial.
Especialistas apontavam o CJNG como com grande capacidade de traficar cocaína, heroína e metanfetamina, e, nos últimos anos, a organização passou a incluir o tráfico de fentanil com destino aos Estados Unidos.
Acusações e processos nos Estados Unidos
Desde 2017, “El Mencho” foi indiciado várias vezes nos EUA. A denúncia mais recente, apresentada em 5 de abril de 2022, acusa Oseguera Cervantes de conspiração e distribuição de substância controlada (metanfetamina, cocaína e fentanil) para fins de importação ilegal para os Estados Unidos e uso de arma de fogo em relação a crimes de tráfico de drogas.
Além disso, ele também é acusado sob o Estatuto do Chefe das Drogas por operar uma empresa criminosa contínua, medidas que reforçavam o monitoramento internacional sobre suas atividades.
Violência, influência e legado
Sob a direção atribuída a Oseguera Cervantes, o CJNG foi responsabilizado por numerosos homicídios contra grupos rivais e agentes da lei no México. Operativos do cartel também estiveram ligados a tentativas de assassinato de funcionários do governo mexicano.
Sua morte por tropas federais encerra uma era de liderança, mas especialistas avaliam que a estrutura do CJNG e a dinâmica do tráfico podem manter violência e instabilidade em várias regiões, com impacto direto na segurança pública regional.
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