Ted Sarandos acusa James Cameron de campanha de desinformação

O co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, afirmou que o cineasta James Cameron participa de uma campanha de desinformação promovida pela Paramount sobre a possível aquisição da Warner Bros. Discovery.
A declaração ocorre em meio a preocupações públicas sobre o impacto do negócio estimado em US$ 83 bilhões, e reflete um embate entre líderes da indústria sobre janelas de exibição nos cinemas.
Nas falas, Sarandos negou informação atribuída a Cameron sobre mudanças drásticas nas janelas de lançamento, e garantiu manutenção de prazos para exibição nas salas de cinema.
Conforme informação divulgada pela Fox Business Network.
O embate entre Netflix e Cameron
Sarandos disse estar "particularmente surpreso e desapontado" com a postura de Cameron, acusando o diretor de colaborar com a campanha da Paramount em relação ao acordo que "já dura meses".
O confronto público intensifica o debate sobre concentração no setor audiovisual, e coloca em evidência diferenças de narrativa entre estúdios, cineastas e plataformas de streaming.
O que disse James Cameron
James Cameron enviou uma carta ao senador americano Mike Lee, argumentando que permitir que a Netflix adquirisse o estúdio seria catastrófico para os cinemas, e que isso enfraqueceria "uma engrenagem importante na máquina de Hollywood", levando a perdas massivas de empregos.
Cameron também afirmou que Sarandos planejava buscar uma janela de lançamento de 17 dias, informação que gerou preocupação entre exibidores e profissionais da indústria.
Resposta de Sarandos e a questão da janela de exibição
Em entrevista à Fox Business Network, Sarandos refutou a alegação sobre a "janela de 17 dias", afirmando, em suas palavras, "Eu nunca disse as palavras ‘janela de 17 dias'".
Ele reafirmou que "Os filmes ficam nos cinemas por 45 dias e todos os anos temos um fluxo saudável e forte de filmes, e isso vai continuar", garantindo que a prática vigente de exibição nos cinemas será mantida segundo a Netflix, segundo a mesma entrevista.
O embate mostra não apenas uma disputa retórica, mas uma luta por percepção pública sobre o impacto da fusão proposta, com cada lado buscando influenciar reguladores, políticos e o mercado.
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